Sábado, 6 de Setembro de 2008

Plantel


FUTEBOL FEMININO

Campeões da 2ªDivisão Nacional

Ao empatar a dois golos com a U.D.Oliveirense, o Beira Mar de Almada,

conquistou o Campeonato, e foi o inicio da Festa no Campo do Oliveirense.

Terminando em casa com o Ponte Frielas-empate 1-1

A Festa da subida de Divisão e entrega de Faixas de Campeãs, no nosso Salão de Festas

PARABÉNS ÁS NOSSAS ATLETAS E A TODA A EQUIPA TÉCNICA

 




O PLANTEL 2006-2007




SELECÇÃO NACIONAL FEMININA
JOGO COM ESLOVÁQUIA
APURAMENTO PARA O EUROPEU DE 2009
CONVOCADA AO BEIRA MAR A.C.ALMADA A NOSSA ATLETA 
TELMA XAVIER



 Grande reportagem publicada no Jornal SEmMais sobre o Futebol feminino do Beira Mar de Almada


 
 
Apaixonadas pela bola
Há (ainda) quem diga que o futebol é para homens de barba rija. Em Almada, 30 mulheres, entre os 13 e os 26 anos de idade, contrariam essa tese e comprovam que o futebol e o sexo feminino são compatíveis, apesar dos muitos sacrifícios que lhes são exigidos para alimentarem a paixão que nutrem pela modalidade.

O Beira Mar de Almada, que disputa a série C do campeonato nacional da II Divisão, é o único emblema da região que mata a fome de bola às mulheres ávidas por competição em futebol 11. A apenas três jornadas do final da 1ª fase, as almadenses ocupam o 2.º lugar, estando bem colocadas para atingir a 2ª fase da competição que poderá dar o acesso ao escalão principal.
João Casca, técnico da equipa há três anos, não esconde que o objectivo é, em primeiro lugar, apurar-se para a fase final. «No início houve muitas dificuldades, mas este ano as coisas estão a correr-nos bem. Vamos dar um passo de cada vez para não nos precipitarmos em nada», alertou, revelando que a média de idades na equipa ronda os 19 anos.

O timoneiro das almadenses não tem dificuldades em identificar as vantagens e desvantagens da sua função. «A mentalidade é completamente diferente. Por um lado, as mulheres são mais assíduas, empreendedoras e escutam com atenção as indicações, por outro têm mais dificuldade em cumpri-las», reconhece, explicando que «ao contrário dos rapazes, que começam com sete ou oito anos, são raras as raparigas que têm uma escola para aprender o que é elementar da modalidade». «Muitas delas só começam a jogar futebol aos 14 anos, idade com que se podem estrear numa equipa sénior».

«15 minutos de tabu»

João Casca, 45 anos, confessa ter tido no início algumas dificuldades de adaptação ao futebol no feminino. «Ao princípio foi complicado gerir a minha presença no balneário. Há 15 minutos de tabu em que eu não entro por razões óbvias, mas sabem que tenho que o fazer antes do jogo para a habitual palestra, apesar de não gostarem de se despachar depressa. É o momento do rimel», graceja, assegurando que as atletas sentem «orgulho por serem as únicas na região a praticar futebol de 11».

Quem pensa que o facto de ser mulher as impede de dizer impropérios está enganado. «Quando têm que falar mal falam. São ainda mais beras em vários aspectos. Não esquecem uma quezília e ‘marcam’ as adversárias para a 2ª volta», confessou.

Desafios além fronteiras

Apesar das «dificuldades» inerentes à manutenção de uma equipa feminina, o presidente João Caeiro afiança que o clube continuará a «fazer tudo» para manter o futebol feminino. «Ter esta equipa é motivo de grande orgulho para nós. A equipa participa em torneios internacionais e leva o nome do Beira Mar além fronteiras», lembra, identificando a principal dificuldade. «As deslocações são o principal problema. Existem poucas equipas e as distâncias são grandes. Se nos apurarmos, por exemplo, para a próxima fase teremos que ir jogar a Braga». Além das ajudas de algumas empresas ao futebol feminino, o dirigente destaca o apoio da Região de Turismo da Costa Azul.
Ricardo L. Pereira / 2006-11-17 / 11:40



O PLANTEL 2005-2006





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